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O que você quer ser quando crescer?

11 de nov. de 2020
3 min de leitura


“O que você quer ser quando crescer?”

Quem nunca ouviu essa pergunta? E por que será que não perguntam se queremos ser felizes?

Desde crianças somos incentivados a pensar no que queremos fazer PROFISSIONALMENTE quando formos adultos. E na escola já somos apresentados a vasta opção de profissões que poderemos assumir.

Para não ficar pensando só no mercado do trabalho, surgiu um movimento nas escolas para desenvolvermos o “Projeto de Vida” do aluno. Está previsto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e aparece como eixo estruturador das práticas escolares, porém não se sabe como podemos aplicar esse conceito.

A proposta do projeto de vida é oferecer as perguntas certas para que os jovens possam desenvolvê-las de acordo com suas perspectivas. Para Roberta Amendola “o papel da escola e da família é estimular a reflexão sobre o campo de possibilidades dos alunos: a identificação de diferentes estilos de vida baseados em escolhas livres e responsáveis em função do contexto socioeconômico deles.” (AMENDOLA, 2020, s/n). Podemos complementar dizendo que “significa, nesse sentido, assegurar-lhes uma formação que, em sintonia com seus percursos e histórias, permita-lhes definir seu projeto de vida, tanto no que diz respeito ao estudo e ao trabalho como também no que concerne às escolhas de estilos de vida saudáveis, sustentáveis e éticos.” (BNCC, 2018, p. 463).

Amendola (2020) propõe que o projeto de vida seja desenvolvido em três dimensões: pessoal (autoconhecimento), social (vida em sociedade) e profissional (mundo do trabalho).

Na dimensão pessoal o jovem reflete sobre identidade, valores, família, emoções, sentimentos, diversidade, autoaceitação, autoestima, empoderamento. A dimensão social contempla as relações interpessoais, impacto dessas relações, desenvolvimento do senso de responsabilidade, ética, empatia, direitos e deveres. E na dimensão profissional é desenvolvido a atuação produtiva do jovem, identificando e fortalecendo habilidades, competências e conhecimentos que irão ajudar na sua progressão profissional. “O desenvolvimento dessas três dimensões contribui para a formação de jovens cidadãos críticos, autônomos e éticos, capazes de identificar e realizar objetivos alinhados ao presente e ao futuro que desejam para si e para o mundo” (AMENDOLA, 2020, s/n).

Furlani e Bomfim (2010), a partir do estudo que fizeram sobre os projetos de vida de jovens de ambientes rural e urbano, constataram que os jovens se prendem ao imediatismo, limitando o desenvolvimento de seus projetos de vida. E que “os códigos culturais e processos históricos têm influência sobre os projetos em nível individual, no que tange aos níveis de exploração, desempenho, performance, avaliação e definição da realidade.” (FURLANI E BOMFIM, 2010, p. 58).

Podemos concluir que,

Dessa maneira, o projeto de vida é o que os estudantes almejam, projetam e redefinem para si ao longo de sua trajetória, uma construção que acompanha o desenvolvimento da(s) identidade(s), em contextos atravessados por uma cultura e por demandas sociais que se articulam, ora para promover, ora para constranger seus desejos. Logo, é papel da escola auxiliar os estudantes a aprender a se reconhecer como sujeitos, considerando suas potencialidades e a relevância dos modos de participação e intervenção social na concretização de seu projeto de vida. (BNCC, 2018, p. 473)


REFERÊNCIAS

AMENDOLA, Roberta. Projeto de vida: qual é o seu e o dos seus alunos? 2020. Disponível em: https://educatrix.moderna.com.br/projeto-de-vida-qual-e-o-seu-e-o-dos-seus-alunos/. Acesso em 29/10/2020.

BNCC. Base Nacional Comum Curricular: Educação é a base. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em 28/04/2020.

FURLANI, Daniela Dias; BOMFIM, Zulmira Áurea Cruz. Juventude e afetividade: tecendo projetos de vida pela construção dos mapas afetivos. Psicologia & Sociedade; 22 (1): 50-59, 2010.


Obs.: Atividade proposta pela disciplina "Juventude, Trabalho e Escola" do mestrado PROFEPT. Deveríamos refletir "Que imagem sobre a juventude me afronta e me confronta?", escolher imagens publicadas nas mídias sociais que trate das práticas e culturas juvenis e sociabilidades e elaborar um texto de análise de cada imagem dialogando com os autores dos textos básicos.

 
 
 

1 comentário


Membro desconhecido
11 de ago.

Mình chơi xổ số kiểu cho vui là chính, coi kết quả như một thói quen giải trí chứ không đặt nặng chuyện đổi đời. Trước đây nghe nhiều người bàn về “cầu” này “cầu” kia nên mình cũng thử để ý xem có gì hay ho không. Sau một thời gian, mình thấy đôi lúc có vài dạng trùng lặp, thế là mỗi lần đọc nhận định mình ghi lại vài ý ngắn rồi tự kiểm tra lại, tránh bị cuốn theo cảm giác “chắc ăn”. https://soicauxsmb.io/dau-duoi-xsmb.html thỉnh thoảng mình cũng ghé xem phần đầu đuôi để có thêm góc nhìn, nhưng chỉ coi như tham khảo. Có hôm trúng chút thì vui, còn lệch thì cũng nhiều nên…

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